Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Enigma do Atendente do Bar com uma Arma




O sujeito entra no bar, caminha até o atendente e pede um copo d'água. Mas esse, por sua vez, ao invés de dar o que lhe fora pedido, saca uma arma e aponta-a em sua direção, guardando-a em seguida.

Contente, o sujeito agradece ao balconista, e vai embora, dispensando o copo d'água.

O que se passou nesse bar?

Perguntas:
A arma era de verdade?
  • R: Sim.
Os dois já se conheciam?
  • R: Não.
O atendente ficou ofendido com algo que o homem disse?
  • R: Não.
Quando o homem foi embora ele estava realmente satisfeito?
  • R: Sim.

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Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Os "Corredores da Tentação"

... vô lá pra comprar cebola, alface e tomate pra fazer meu lanche natural, mas pra chegar no caixa tenho que enfrentar aquele "corredor da tentação", forrado de chocolates, paçocas, fritas, bombons, doces e todo tipo de gostosuras do diabo... Há uns anos atrás, esses corredores eram mais curtos, mas como parece que a coisa deu certo, eles foram se alongando...

No super-mercado do meu bairro, tenho que percorrer no meio de uns 15 metros de gulozeimas coloridas até chegar no caixa... Bom, a consequência disso todos sabem: além dos tomates e alfaces, sempre acabo carregando uns dois bombons que não estavam na lista de compras... E só dois porque me controlo bem, pois se eu deixasse a cargo dos impulsos da carne, sairia do mercado já pronto pra dar uma festa de São Cosme e Damião.

Quando não há fila, a coisa fica mais fácil, mas quando há, minha nossa, é impossível não ficar olhando para os ítens ao alcance da mão, medindo os chocolates, as paçocas, as balas de goma, estudando os sacos de cheetos e ruffles. Uma poluição visual infernal...

Me rio quando há uma criança na fila, acompanhada dos pais. Escuto umas trezentas vezes "Não filho, põe isso de volta lá". Porquê será que esses corredores já são planejados de modo que os itens mais "infantis" ficam bem no alcance das crianças...?

Se a coisa continuar evoluindo assim, daqui uns anos você vai ter que atravessar um túnel colorido de iguarias apetitosas até chegar no caixa.

Um bombom aqui, um biscoito ali, e se não cuidar, as mãos estão cheias de "tranqueiras", como dizia minha vó: "Cê fica comendo essas porcarias depois não vai jantá, bicho arretado!"

Gosto dos mercados grandes, mas estou revendo meus costumes e passando a usar mais as mercearias de bairro, hehehe. Mais econômico e saudável.


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Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Tradução Humana vs Tradução via Software

Hoje (11/06/2009), a Internet acaba de ganhar mais uma opção de tradução humana. A empresa Babylon, já bem conhecida pelo seu software de tradução num só clique, anunciou hoje em sua página inicial, a opção de tradução humana, oferecida juntamente com a já antiga tradução on-line. Esse serviço foi batizado de LingoZ. Lá você pode solicitar a tradução de textos pequenos, como simples emails, ou também documentos maiores e por preços bem acessíveis. Nesse exato momento, tem uma opção de tradução de 50 palavras por 6 dollares, ou seja, cada palavra sai por U$ 0,12 centavos, pagável via Paypal. (inclue idioma Português).

Mas muitos se perguntam: Ora, se temos aplicativos e sites gratuítos de tradução, porque ainda necessitamos da tradução humana? Bom, há uma enorme diferença entre tradução humana e tradução via software.

(screenshoot da tela do Google Translator Toolkit - Não é uma ferramenta de tradução automática, mas sim um sistema desenhado para auxiliar tradutores humanos - assista o video em inglês)


A Tradução automática (machine translation) é aquela executada através de uma forma puramente computacional, sem intervenção humana. O aplicativo recebe um texto de origem, processa-o e devolve sua tradução em outro idioma. Rápido, gratuíto, porém imperfeito e confuso. Claro que os algoritimos de tradução evoluíram bastante nos últimos anos, contudo ainda deixam muito a desejar.

Quando você estiver lendo um site e notar que a escrita está meio confusa, esse provavelmente foi traduzido via software. Esse tipo de tradução é bem apropriada a situações onde não se necessita alta fidelidade. Exemplo disso é quando uma pessoa, após uma pesquisa no Google, decide clicar no link "Traduzir essa página". Esse tipo de tradução descartável é bem adequada às necessidades do dia-a-dia, porém o usuário deve estar ciente de suas limitações e confusões principalmente quando estiver lendo um texto de certa importância. Em resumo, softwares de tradução fazem nada mais que substituir palavras e pequenas sentenças com base num dicionário, e são absolutamentes "cegos" quanto ao contexto e a idéia principal do texto.

Já a tradução humana, de longe mais confiável que a tradução via software, e geralmente um serviço pago, continuará sempre existindo, não importa o quanto evolua nossos computadores e softwares, por uma razão muito simples: tradução de idiomas não é uma ciência exata e o tempo todo se exige uma interpretação humana para se saber que palavra possue uma correspondência mais exata em outro idioma. A tradução não é simplesmente substituir palavras, mas traduzir idéias.

Creio que o maior obstáculo de uma tradução computacional é o contexto, ou seja, a mesma palavra em inglês, por exemplo, possue diferentes significados em diferentes situações e tais significados se traduzem por palavras diferentes num outro idioma. Ou seja, dois idiomas não são perfeitamente paralelos. Tal característica "irregular" dos idiomas, impõe terríveis obstáculos aos algoritimos computacionais que esperam relações "matemáticas" exatas entre duas linguagens. A sensibilidade para perceber as diferentes nuanças de uma palavra dentro de diferentes contextos só pode pertencer a um tradutor humano devidamente qualificado.

Esse tipo de tradução continua sendo fortemente usada nas áreas onde a baixa qualidade da tradução computacional seria intolerável. Exemplos disso são livros, artigos técnicos/científicos, documentação e interface de software, manuais de aparelhos eletro-eletrônicos e principalmente Web sites.

Há crendices pela Internet dizendo que o emprego dos tradutores estaria ameaçado devido a evolução contínua da computação. Bom, não posso subestimar o futuro da informática, apenas lembro aos leitores que atualmente há dificuldades técnicas quase intransponíveis até para o mais bem dotado dos "robôs" e que estamos ainda bem longe do dia em que um software consiga sozinho uma tradução tão boa quanto a de um tradutor qualificado e experiente.

Quando chegar o dia em que um computador fizer uma tradução perfeita, estaremos numa época tão distante da atual que nossos dias serão classificados como a pré-história da tradução computacional.

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Segue abaixo, apenas como complemento, video sobre o Google Translator Toolkit



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Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

Enigma do Trem (Você se acha inteligente?)

Você é um maquinista de um trem de carga cruzando uma vasta plantação de milho. Pra qualquer direção que você olha, a partir de sua janela da cabine, tudo que se pode enxergar são imensidões de plantações cuja extensão atinge as linhas do horizonte.

É dia ensolarado e seco. Venta muito. Você nota algo na plantação a sua volta: a colheita de milho já se passou e os pés estão completamente secos, há dias que não chove.

A linha férrea corta o milharal fazendo uma reta perfeita.

Você está carregando uma composição com 70 vagões cuja carga possue valor estimado em milhões. O trem, por ser muito pesado e devido as imperfeições dos trilhos, possue velocidade máxima de 35 Km/h.


Tudo está calmo. Você olha pra frente e tudo que enxerga são quilômetros e quilômetros da mesma paisagem e resolve então acender um charuto e ouvir uma música pra vencer a monotonia.

Mas antes que pudesse relaxar, você é interrompido por uma notícia potencialmente catastrófica. A estação de controle lhe chama pelo rádio para notificá-lo de uma queimada que havia sido iniciada nessas terras em que seu trem se encontra, alguns quilômetros atrás.

Tal notícia não deveria trazer nenhuma preocupação, até porque a queimada se acha a uma certa distância, contudo, ainda pelo rádio, informam que ventos de 60 Km/h estão trazendo a queimada exatamente na direção do trem, ou seja, você está a uma velocidade de 35 Km/h, atrás de ti, aproxima-se uma parede de fogo a 60 Km/h.

Não se sabe exatamente a que distancia o fogo se encontra, mas há a certeza que ela vem no mesmo sentido que o trem, porém numa velocidade maior e que o prazo estimado para que o fogo o alcance é de cerca de 1 hora.

Se nada for feito, a destruição total da carga e a morte do maquinista será uma certeza.

Pois bem. O que você faria nesta situação?

Saiba que é possível se salvar, salvar o trem e toda sua carga intactos. Há uma solução simples. Qual é?


Nota: isso não é um problema matemático, portanto desconsidere o fato de que não dei valores exatos, isso é um problema de raciocínio lógico, lembrando que numa situação real como essa, a mesma solução teórica daqui poderia ser praticável.

Se você conhece outros Enigmas como esse (que não sejam matemáticos), e gostaria de compartilhar, por favor poste nos comentários.

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Sexta-feira, 27 de Março de 2009

"Pequenas Esmolas, Grandes Negócios"

Lembro-me que estávamos numa lanchonete, eu, meu primo e um colega no que fomos abordados por uma criança pobre pedindo-nos algumas moedas. Eu tinha umas no bolso, e meu primeiro impulso foi aquele não muito louvável, logo, após ser repreendido por minha conciência e um tanto embaraçado, resolvi de coração fazer uma verdadeira boa ação: não dei a esmola. O pequenino prossegui abordando os demais clientes e eu, de consciência leve por não ter dado a esmola, só fiquei observando como cada um respondia ao pedido do garoto até que o mesmo foi embora. Menos que dois minutos se passaram, e surge agora uma menina, também pobre, repetindo os gestos do garoto. Pensei Nossa! Que coincidência! Duas crianças, em tão pouco tempo!

Mas bastou continuar observando por mais alguns minutos pra se ter a resposta: Assim que a menina terminou de abordar todos os clientes ali presentes no recinto, sai pra rua rumo à uma esquina da qual tínhamos vista dali mesmo de dentro da lanchonete. À esperar a criança que acabara de nos deixar estava uma mendiga, cheia de bolsas e sacola, de cara amarrotada e meio brava e sem discrição, começava a receber o que a menina, talvez sua filha, lhe passava.

Logo em seguida, pra ficar mais interessante, vem um garotinho também descarregar o que havia coletado e aquele rosto não me era estranho... havia visto ele à alguns minutos, quem seria....? Bom, deixa prá lá.

É incrível como há tanta gente pedindo esmola nas grandes cidades (porque pessoas sem consciência continuam dando esmolas). Se todos estivessem realmente preocupados com o bem estar dessas pessoas, ninguém distribuiria esmolas. Essas pessoas não sabem o mal que fazem com esse ato aparentemente generoso. Alguém já ouviu falar de algum mendigo ou mendiga que pagou a faculdade do seu filho com dinheiro de esmola? Dar esmola não livra o pobre da pobreza, pelo contrário, só o mantém nela. Será que aquele que dá a esmola nem desconfia que logo na esquina o sujeito vai estar gastando com bebida? ou se são crianças, vão dar na mão dos pais logo no próximo quarteirão, pra eles fazerem sei lá o que com esse dinheiro?

Se um mendigo vier lhe pedir uma esmola na rua, faça uma boa ação: ajude-o, não dê esmolas.

Domingo, 22 de Março de 2009

Enigma dos Chapéus brancos e Azuis (que tal tirar essas teias-de-aranha do cérebro?)

Três prisioneiros se encontram dentro de um cárcere, sendo o primeiro deles, de visão normal, o segundo, caolho e o terceiro é cego.
O carcereiro lhes falou que possui três chapéus brancos e dois vermelhos e que pegaria três desses e colocaria sobre suas cabeças, sem que seja permitido ver sua cor.

Aquele que soubesse com certeza a cor do chapéu que se acha na própria cabeça, seria então premiado com a libertação.

O prisioneiro com visão normal, ao ser interrogado, confessou que não podia saber.

O processo foi repetido com o prisioneiro caolho e este deu a mesma resposta.

O carcereiro, supondo que o terceiro não soubesse, nem se deu ao trabalho de lhe dirigir a pergunta, no que foi surpreendido pela sua resposta.

"Após o que meus colegas viram com seus olhos, eu sei exatamente que a cor do meu chapéu é branco", disse o cego.

O guarda explicou ao cego que somente o libertaria após explicar como poderia saber com certeza a cor de seu chapéu.

O cego explicou e foi libertado.

Qual foi a explicação?


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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

A Transparência Comprovada Publicamente - Fase 02

Aqui quero falar um pouco de transparência e é sobretudo às entidades filantrópicas que dirijo essas minhas palavras.
Surgiu em minha mente uma idéia pouco convencional de transparência. Mas por que estou a expô-la a público? É porque, segundo minhas pesquisas, não pude encontrar nada similar ao que tenho em mente. Isso não quer dizer que não exista, mas apenas quer dizer que pelos métodos comuns que usei (Internet, Google, etc), não pude encontrar, dentro dos meus idiomas (português e inglês), em qualquer local acessível via google, quaisquer teses similar àquela que aqui venho propor. Contudo, sei o quão limitada foi minha pesquisa.

Formou-se em minha mente uma tese, a qual, mesmo ainda prematura, logo me obriga a postá-la, num lugar como esse, por exemplo, para que somente após a discussão, eu possa realmente ter uma idéia de sua validade.

Antes de tudo, devo confessar que minha habilidade de expressão através da escrita está longe de ser das melhores e que peço perdão antecipado ao leitor caso a mensagem que tento transmitir fique nebulosa em sua mente ao fim de sua leitura. Portanto, não hesitem em usar do recurso mais valioso de um blog, os comentários, algo que configurei pra permitir que qualquer um possa fazê-lo, sem necessidade de cadastro.

A transparência.
Existe um abismo tão grande entre a transparência convencional e aquela de que venho tratar que somente faço uso da mesma palavra por me faltar uma outra melhor. Por transparência convencional designo aquela habitualmente praticada pelas nossas entidades filantrópicas, a que nos faz lembrar dos murais onde se encontram um resumo de seus dados financeiros ali dispostos para que o público tenha acesso, medida obrigatória por lei, a que tais entidades estão sujeitas para que assim sejam chamadas, ou seja, a transparência mínima que devem exercer de modo que possam estar de acordo com o que entendemmos por filantropia e assim gozar de certas isenções de impostos já bem conhecidas.

Essa tímida transparência, a qual seria facilmente negligenciada caso fosse voluntária, constitui a transparência convencional. Aquela onde, embora um resumo geral dos dados financeiros seja emitido pela entidade, ainda é o público quem deve locomover-se até tais informações para que as mesmas possam ser apreciadas. Aquele que não se contentar com tais dados, e quiser aprofundar-se, poderá, logicamente, solicitá-las ao corpo de dirigentes da dita entidade, algo muito pouco usual de acontecer, mas que não é impossível de se dar.

Agora, falar da outra transparência, é um pouco mais complicado. A que citei acima, todos já conhecem, mas sobre a que pretendo expor, confesso que eu mesmo não encontrei nada similar dentro do universo em que andei, tampouco a vi sendo praticada, ou seja, não tenho onde me agarrar para dar exemplos, não tenho com o que comparar, me encontro num vácuo e é dentro desse vazio que terei que esboçar meus pensamentos.

Falo de um conceito de transparência totalmente novo, uma transparência dinâmica e absoluta, onde sua simples prática teria o poder de mudar por completo todo o caráter da organização que a pratica.

Pra ir mais direto ao ponto, vamos falar de recursos, que é o que mais importa. Toda organização precisa de recursos, certo? Bom, empresas comuns adiquirem tais recursos de uma maneira bem conhecida, ou seja, vendem seus produtos ou oferecem seus serviços, pelos quais cobram dinheiro para depois pagar seus funcionários, investir em infra-estrutura, etc.

Com entidades filantrópicas, dá-se um pouco diferente, essas dependem sobretudo de doações, as quais, se não forem sua principal fonte de renda, estariam pelo menos dentre essas. O que é doação? É algo, geralmente em dinheiro, que uma pessoa oferece à uma entidade qualquer que é usado mais tarde como recursos para que a mesma possa dar continuidade aos seus projetos de responsabilidade social.

Todos sabem muito bem o que é uma doação, difícil alguém que nunca a tenha praticado pelo menos uma vez na vida, seja umas moedinhas ao mendigo, sejam doações regulares à sua entidade de confiança.

Vamos analizar esse gesto mais de perto, o que é o ato de doar? Como isso pode ocorrer? O que é necessário existir para que alguém doe algo para alguém? A resposta parece um tanto óbvia, não acha? Não é compaixão ou altruísmo, embora esses sentimentos também sejam necessários para se completar o gesto da doação, há ainda um outro, determinante, sem o qual, a doação seria barrada mesmo existindo altruísmo: a confiança.

É possível alguém doar algo para alguém em quem não confia? Certamente que não haveria sentido, o que nos leva a conclusão óbvia de que só podemos doar a quem nos desperta confiança.

Porém, é muito comum vermos pessoas doarem dinheiro para entidades que recém conheceram, como isso seria possível? Como essa pessoa obteve confiança assim tão rápido? E por que ela doou mesmo não tendo uma garantia segura de que sua doação iria realmente ser usada para os fins esperados? O que teria lhe dado segurança?

Bom, eu não sei responder com exatidão essa pergunta, mas suponho que seja simplesmente pelo rótulo. Para muitas pessoas, basta que chegue uma entidade rotulada de filantrópica e ela oferece ajuda, cegamente, na esperança de que sua doação seja bem usada, mas nunca com a segurança firme de que isso realmente vá ocorrer, porém mesmo assim doam.

Entretanto, existe algo estéril nesse tipo de doação. Ela não procede, não dá continuidade, por quê? As pessoas que a praticam, muitas vezes abordadas de surpresa por determinada pessoa representando certa entidade, muitas vezes não a repetem. Limitou-se àquela doação e pronto. Algo faltou para que seu gesto se repetisse espontaneamente: transparência.

Se falamos que a confiança é o agente determinante no gesto da doação, então, indispensável se torna a transparência, pois só a partir dela é que pode provir uma sólida confiança. É essa transparência o centro de toda minha tese.

Filantropia é algo importante pra nossa sociedade. São as empresas comuns, é claro, que movimentam economicamente nossa sociedade, mas são as instituições beneficientes que, quase ocultas, complementam o serviço social que o Estado em muito fica devendo. Sem essas organizações nossa sociedade seria com certeza um lugar bem mais difícil pra se viver.
É de dar tristeza ver a dificuldade em que tais organizações sobrevivem. Dependendo de doações voluntárias como fonte principal de recursos, limita-se fortemente seu campo de ação. Como seria nossa sociedade se certas organizações filantrópicas possuissem o mesmo poder financeiro que nossas empresas mais ativas?

Imagine aquela pequena e tímida "casa de ajuda à criança de rua" que, através dos recursos que as escassas doações lhe provém, consegue com muito esforço desenvolver suas campanhas de auxílio ao necessitado. Como seria nossa sociedade se a mesma entidade, ao invés de tímida e oculta, pudesse contar com recursos virtualmente ilimitados, contratar funcionários assalariados, investir em materiais e maquinários, encarar campanhas de publicidade custosas, enfim, contar com a mesma estrutura cara e eficiente que a empresa comum dispôem, entretanto, tudo voltado à auxílio do próximo, à melhoria da sociedade. Você não acredita que isso seja possível? Não? Bom! Mas eu acredito ser plenamente possível e praticável.

Segundo essa tese, toda organização cujos dirigentes renunciarem sinceramente todo e qualquer privilégio financeiro, poderá usufruir de recursos cada vez mais crescentes e poderosos segundo a fidelidade com que aplicarem a transparência comprovada publicamente. Como o centro de tudo é essa transparência, essa merece uma melhor definição: essa transparência não tem absolutamente nada a ver com a transparência convencional timidamente praticada por muitas entidades, falo de uma transparência completamente diversa: ela é ativa, completa, incondicional, brilha aos olhos dos que passam, conquistando a confiança sincera e espontãnea de seus possíveis associados, garantindo sobretudo, ilimitadas possibilidades de duradouras doações e patrocínios.

É uma transparência ativa, ou seja, não fica restrita a informações pregadas em murais. Ao contrário, informações financeiras jorram por todos os lados à quem quer que tenha olhos para ver. Através dos recursos que nossa Internet oferece, a informação é que vai de encontro as pessoas, ao invés de ser encontrada por elas.

A transparência nasce junto com a entidade e a acompanha permanentemente até seu fim. Tudo é aberto por padrão, toda informação é acessivel sem restrições, nada fica oculto, toda atividade rotineira deve ser o mais detalhadamente possível exposta ao público com ênfase nos processos administrativos e financeiros.

Ah, antes que eu me esqueça, renúncia financeira não se trata de renúncia a salário. Numa organização desse tipo, todo membro, inclusive seu fundador/proprietário teria ganhos sim. Aliás, um salário normal, até mesmo equiparado ao emprego comum. Aqui, passa longe aquela idéia popular de que ao fundar uma entidade beneficente, o sujeito deva trabalhar de graça, pois, embora essa idéia pareça nobre à primeira vista, inviabiliza e desestabiliza a organização uma vez que seu dirigente, por ter que manter uma fonte de renda à parte, não pode dedicar-se inteiramente ao desenvolvimento da entidade em questão.

Tal entidade não possuiria um "dono", no sentido comum da palavra, mas sim um coordenador. A entidade seria dirigida segundo a vontade e aprovação do público, mas coordenada pelo corpo de membros. Nessa entidade, a participação do público constituiria parte essencial, ou seja, toda decisão administrativa e manobras financeiras devem ser antes submetidas à discussão pública para sua aprovação. Ou seja, nesse contexto, o "dono" não teria o poder que comumente se tem quando se cria algo, jamais tomaria uma decisão sozinho.

Embora o dirigente possa usufruir de ganhos (e até bons ganhos caso sua função permita) não é ele que cresce, mas a organização.

A própria transparência, solidamente estabelecida, oferece um obstáculo quase intransponível à ganhos pessoais desmerecidos ou manobras financeiras ocultas. Esse estado de coisas, quando bem visível ao público, proporciona uma segurança inabalável para que pessoas venham, espontanemente oferecer suas doações e contribuições, assim fazendo com que todo tipo de recursos surja naturalmente em abundância, por todos os lados e das formas mais inusitadas, ininterruptamente. Sei que o que eu digo precisa de base. Você pergunta: Como pode garantir que as coisas se dariam dessa maneira? Como a simples transparência traria recursos abundantes à uma entidade?

Bom, no decorrer de meus posts, darei mais base a isso. Nesse, fico por aqui, e conto com vossos comentários.

Sábado, 3 de Janeiro de 2009

Pirataria é crime?

Todos já devem ter visto aqueles "traillers" anti-pirataria que encontramos ao assistir um DVD alugado. Não sei qual efeito isso causa na grande maioria das pessoas mas posso dizer que em mim, isso me causa um efeito bem cômico.

O lado bom da pirataria é que ela torna acessível ao povo aquilo que só os mais endinheirados teriam acesso caso a mesma não existisse, logo, bem ou mal, ela é democrática. Opa, mas calma aí, não estou querendo dizer: "Viva a pirataria!", só quero lembrar que, embora ela tenha suas consequencias negativas ao comércio legal, acho que está longe de ser considerada um crime de verdade.

Querem combater a pirataria como sendo um "acidente" casual que ataca o mercado. Vã ilusão! Se querem tentar, que tentem, mas estão no caminho certo? É possível combater a pirataria unicamente através da educação tal como é exemplificada nesses traillers? E se conseguissem vencê-la, já pensou no que teríamos? Não seria uma elitização de certos produtos?

Alerta: Não aceitem esse conceito distorcido de crime que essas empresas querem impor! A pirataria é parte "intrínseca" do mercado ganancioso. Se essa lhes incomoda, deviam ir atrás dos principais responsáveis e se o fizessem, no fim descobririam que a causa são eles mesmos. Melhor dizendo, Quem mantém a pirataria? São as próprias empresas que querem combatê-la, porque a torna viável.

A pirataria não será vencida através de leis ou punições, mas irá terminar assim que todo indivíduo puder pagar por um título, um preço acessível segundo a realidade do país em que vive. Não sei se é possível exterminar a pirataria completamente, uma vez que ela assenta num comportamento natural do ser humano: compartilhamento. Muito esforço e recursos seriam precisos pra modificar os conceitos da grande massa sem lhe dar um "consolo" real, ou seja, imagine o pai de familha pobre dizendo ao seus filhos que ao invés de pegar um DVD por R$ 10 no camelô, deveriam ser "honestos" e comprar o original por R$ 50 para o bem das empresas ricas que eles nem conhecem. Que argumentos esse pai usaria pra convencer seus filhos? E que vantagens reais tais adolecentes teriam em pegar de seus escassos recursos pra comprar um original?

Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Você sabe o que é Text-to-Speech?

Você acredita que um computador possa sintetizar voz, ou seja, "falar", tendo como base, blocos de texto? Sabe quais são os benefícios que você pode ter com isso no dia-a-dia? Seu uso não está restrito à pessoas com deficiências visuais, ao contrário do que muitos podem pensar. Chegará o dia em que essa função será tão usada por todos, que se tornará um recurso básico de qualquer sistema operacional. Entretanto, hoje, aquele que quiser usufruir dos muitos benefícios que esse tipo de software trás, infelizmente terá que fazer um pequeno esforço pra baixar, instalar, configurar, etc, todavia, nada muito diferente da instalação de um aplicativo comum.

image: http://www.evalamar.com/


Síntese de voz é o processo pelo qual um computador pode "imitar" a voz humana e originou-se da necessdade em prover uma interface à pessoas com problemas de visão. Esse tipo de software está ficando cada vez mais popular hoje em dia.

Quando tive meu primeiro contato com Text-to-Speech (texto para voz), logo fiquei fascinado ao ver como um programa podia, a partir de um texto, sintetizar voz humana a considerável qualidade. Na verdade, eu nunca duvidaria que a computação pudesse executar essa tarefa, mas até então, como nunca havia visto funcionar, pairava em minha mente aquela imagem de um PC tentando com muita dificuldade, gerar uma voz confusa e robótica destituída de tonalidade humana, assim pensava pois ainda era mui pequena minha crença de que a fala humana, algo tão irregular pudesse ser computável e com tanta qualidade.

Hoje, por conta de uma alta-sensibilidade à iluminação que desenvolvi após ler muito frente a um monitor, tornei quase um "escravo" da síntese de voz. Na verdade posso ler numa boa se eu quiser, mas ao insistir nisso não leva muitos minutos pra se formar uma dor de cabeça bem incômoda.

Devido a necessidade constante de ler pequenos blocos de texto, quando estou navegando por blogs, email, fóruns, etc, deixei o aplicativo configurado de tal forma que basta um Ctrl + C, a qualquer momento e em qualquer parte do sistema, para que o texto seja "falado". Essa solução foi o que tem me impedido de quase ter que deixar o PC de lado e procurar outras formas de entretenimento.

Caso lhe interesse esse tipo de aplicativo, google pelas seguintes palavras chaves "TextAloud", "Nuance RealSpeak Raquel", "At&t Natural Voices", "Loquendo", "Acapela", "NeoSpeech", "IBM Via Voice", "Cepstral", e muito mais, citei apenas as empresas/produtos mais conhecidos(as).

Dentro do ramo de software text-to-speech, há um padrão onde o componente que gera voz é separado do aplicativo que fornece uma interface com usuário, ou seja, o aplicativo e a voz são produtos separados (embora frequentemente esses dois sejam vendidos juntos em forma de pacote).

Não levantei uma estatística, mas parece-me que atualmente o software mais popular no mundo Texto-to-Speech é o TextAloud. Ele tem um bom conjunto de funções para a grande média dos usuários, estável, leve bem configurável. Embora não seja free, pode-se instalá-lo sob os 30 dias de teste, mas seu preço também não é alto. Mas como eu disse, esse é só o "aplicativo", as vozes são algo à parte, cada qual desenvolvida por empresas diversas e possuindo qualidades diferentes.

Até hoje, por tudo que já testei, e segundo minha opinião, a voz de mais alta qualidade em Português do Brasil chama-se RealSpeak Raquel e é produzida pela empresa Nuance, a qual também produz uma voz em Português de Portugal. Por serem de alta qualidade, são pagas, claro e pode-se obtê-las no próprio site do TextAloud ( http://www.nextup.com/). Há poucas opções em português. Além dessa, tem as que considero estarem no mesmo patamar, embora não sejam ainda minhas favoritas, são as vozes da Loquendo - tem em Português do Brasil e de Portugal além de contar com uma voz masculina, o que minha predileta Nuance fica devendo.

Já quando se trata de inglês, esbanjam-se opções. Até agora não vi uma empresa sequer que não produza uma versão nesse idioma. Em minha opinião, entre as melhores estão as produzidas pela NeoSpeech, AT&T e Nuance, mas repito, é meu simples gosto pessoal e ainda não testei todas. Sobre as que acho melhor, coloco no topo, as duas vozes (masculina e feminina) da NeoSpeech e creio que muitos, após ouví-las, concordarão comigo.

Como uso constantemente essa tecnologia, não me tardou a enxergar nela uma boa utilidade sobretudo àquele que escreve bastante, como por exemplo, blogueiros, participantes de fóruns, ou qualquer tipo de atividade onde se tenha que escrever à próprio punho: é o auxílio na verificação do texto. Veja bem, os corretores ortográficos fazem um bom serviço, porém, ouvir um texto escrito amplia nossa "visão" desses erros, principalmente pra se pegar rapidamente aqueles errinhos grosseiros, como a falta de um "s" em plurais, letras comidas, palavras ou pronomes que ficam faltando, discordâncias gramaticais, e muitos pormenores que nem sempre são capturados pelo corretor ortográfico.